segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Um Natal com Charles Chaplin


Já imaginou como seria participar de uma noite de Natal com a família Chaplin?
Em nosso post especial de Natal vamos proporcionar essa experiência à vocês, a partir de relatos de um convidado que testemunhou o estilo de confraternização da família do artista.  As descrições presentes aqui foram retiradas de publicações, compiladas no blog “Discovering Chaplin”. 
Para iniciar a nossa viagem ao tempo, é interessante perceber de que forma Chaplin concebia as festas de Natal. Bem, aqueles que conhecem a história de Charles Chaplin sabem muito bem que nem sempre ele teve natais felizes. Sua infância, na fria Londres do século XIX, proporcionou traumas que ficaram gravados por toda a sua vida. Por ironia do destino, foi justamente numa noite de Natal, em 1977, que Charlie Chaplin morreu, em sua mansão em Vevey, Suíça.
Mas há um momento, em especial, que Charlie recorda com amargura. Ele relatou esse fato no livro “A Comedian See the World”, na ocasião da sua visita à Londres, em 1931, quando voltou ao orfanato em que viveu e, sentado na mesa do refeitório, a mesma em que comera tantas vezes junto às demais crianças daquele lugar, ele escreve:
Como me lembro bem, num dia de Natal, sentado naquele mesmo lugar, chorando lágrimas copiosas. Um dia antes eu tinha cometido algum descumprimento das regras. Quando chegamos na sala de jantar para o jantar de Natal ,que estavam a ser dadas duas laranjas e um saco de doces.
Lembro-me de quão animado eu estava esperando a minha vez. Como alegre e brilhante as laranjas estavam em contraste com o ambiente cinza. Nós nunca víamos laranjas, mas uma vez por ano e que foi no Natal. Estou especulando o que vou fazer com a minha. Vou guardar a casca e os doces vou comer uma por dia. Cada criança é apresentada com o tesouro quando ele entra na sala de jantar. Por último é a minha vez. Mas o homem põe-me de lado. “Oh, não, você vai ficar sem, o que você fez ontem.” E ali, naquele lugar à quarta mesa, chorei amargamente. As crianças estavam mais humanas do que os atendentes foram e assim os pequenos na nossa mesa contribuíam, com um doce cada, e assim fiz a minha bolada.
Charlie Chaplin, “Um Comediante vê o mundo, Parte I”, companheiro de uma mulher em casa, Septenber de 1933
Sendo já adulto – e pai de algumas crianças, eis que chegamos ao ano de 1955. Toda a família está reunida em Vevey, última residência de Chaplin. Jerry Epstein, amigo da família, relata como ocorreu o Natal naquele ano:
Oona e Charlie me convidaram para as festas de fim de ano. Fiquei feliz em ir.
O Natal em Vevey começou uma tradição. Eu passei pelo menos 18 Natais com eles ao longo dos anos. O padrão era geralmente o mesmo. Na véspera de Natal, todos embrulhavam seus pacotes e decoravam a árvore. Quem liderava era Oona, e ela insistiu para que todos nós ajudássemos. Enquanto tudo isso estava acontecendo, Charlie sentava-se na sala de estar, para ler, sempre indiferente. Deprimido pelo Natal, ele pensava que Oona estava estragando as crianças com todos os presentes luxuosos (ele lembra sobre a laranja). Normalmente, o dia depois do Natal ele ficava doente, com um resfriado ou uma gripe.
Neste Natal (1954), ele só queria falar sobre seu próximo filme. Nós dois queríamos falar sobre nossos projetos. Mas às sete da noite, a campainha tocou, e o prefeito de Corsier entrou gentilmente, vestido com uma roupa de Papai Noel. Na América, Papai Noel são geralmente homens gordos, alegres; nosso Noel era alto, magro e sério, e seu traje pendia frouxamente. Ele cantou músicas natalinas em voz de tenor alta. Charlie levou este evento muito a sério e insistiu que todos fossem para o corredor a ouvir. A visita do prefeito tornou-se um ritual anual.
Às 6 da manhã, manhã de Natal, gritos das crianças ecoavam pela casa. Em um fash, todo o papel dos pacotes cuidadosamente embalados foi rasgado. Charlie viria horas depois, após a comoção ter diminuído. Então ele iria abrir os presentes – ficava encantado como um dos filhos, quando ele gostava de alguma coisa. Eu costumo comprar-lhe gravações de velhos artistas ingleses do music-hall ou álbuns de fotos da Londres vitoriana. Ele sempre foi fascinado por tudo o que evoca memórias antigas.
Depois do almoço e de mais champanhe, vimos um de seus filmes. Em torno das as seis horas todos estavam caindo de sono. O que nos ajudou a ficarmos aliviados foi quando saímos para jantar.
Jerry Epstein, Lembrando Charlie, Doubleday, 1989.

É intrigante perceber como um ser humano, mesmo com uma vida tão difícil, tendo sido privado de elementos básicos para sobreviver (como comida e moradia), afastado da sua mãe que ficou mentalmente perturbada, teve a capacidade de superar todas as suas dificuldades para divertir tantas pessoas em vários lugares do mundo. Ele de fato encontrou um sentido para que viver. Chaplin é mesmo notável sob diversos aspectos e não é a toa que é considerado um gênio.
Neste Natal, 35 anos após a morte de Charles Chaplin, herdamos um grande legado, deixado por um dos maiores artistas que já existiram e, acima de tudo, uma mensagem de amor, superação, alegria e humanidade, mensagem essa que devemos levar adiante.
Feliz Natal!

http://charliechaplin.wordpress.com/2012/12/24/um-natal-com-charles-chaplin/

domingo, 23 de dezembro de 2012

O Natal cristão

- Que é mesmo o Natal?
Festas, presentes,compras, viagens,
encontros familiares?

O cristão deve ter em mente que o Natal
tem um sentido não apenas humano, mas profundamente
espiritual. É o que podemos aprender a partir
do registro feito por Mateus
sobre o nascimento de Jesus.
  
Mateus 2: 1-12

Estamos no mês natalino. Apesar de não ser a data correta, pois não se sabe ao certo em que dia o Senhor Jesus nasceu, até porque não há uma data específica registrada na Bíblia, o dia 25 de dezembro, tradicionalmente, é considerado o dia do seu nascimento.
Por isso, é um dia comemorado e festejado por todos. Para muitos, Natal é um dia especial em que pessoas viajam para rever parentes e amigos. Para outros, Natal é promover festas, é uma oportunidade para se deixar extravasar os desejos da carne. Para uma criança, é uma data desejada e esperada com muita ansiedade para se ganhar presentes.
Talvez, para muitos, o Natal seja um momento do ano em que as famílias se reúnem para se alegrar e agradecer a Deus por mais um ano que se passou. Para os empresários e comerciantes, é um dos eventos festivos do ano que abre o maior espaço para vendas em todos os aspectos.
Na verdade, o Natal que a humanidade comemora tem pouco a ver com o nascimento de Jesus. Biblicamente, Ele nasceu um dia em Belém da Judeia. Seu nascimento foi singular, simples e humilde. Em Belém nasceu Jesus, a parte humana, a carne do verbo, as vestimentas de carne e ossos com as quais o verbo se cobriu para que pudéssemos ver a sua glória, Jo 1: 1-3.
E para o cristão, o que é mesmo Natal? Festas, presentes, compras, viagens, encontros familiares, etc. O cristão deve ter em mente que Natal para ele tem um sentido profundamente espiritual, e não apenas um sentido humano. Vejamos, então, o que podemos aprender a respeito do Natal cristão, a partir do registro feito por Mateus sobre o nascimento de Jesus, em Mt 2: 1-1?
 
Natal é uma busca
constante do verdadeiro Jesus
Os magos que vieram do Oriente perguntaram: onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Sendo eles incumbidos pelo rei Herodes a respeito do menino Jesus, v. 8, partiram em busca do recém-nascido, Vv. 1 e 9.
Eles empreenderam uma longa viagem para encontrar-se com o desejado das nações. Natal é, portanto, exatamente isso: uma busca constante do verdadeiro Jesus. Hoje, muitos o buscam de três maneiras distintas:
a) Buscam o Jesus que não é verdadeiro, de maneira errada: os sacerdotes e os levitas que foram enviados pelos judeus perguntaram a João Batista: Quem és tu? Eles buscavam o Jesus verdadeiro, mas João Batista não o era, Jo 1: 19-20.
b) Buscam o Jesus verdadeiro de maneira errada: em Lucas 2: 48 e 49, seus pais o buscam em lugares em que Ele não estava presente. Buscavam o Jesus verdadeiro, mas não o encontraram onde fora procurado.
c) Buscam o Jesus verdadeiro de maneira verdadeira: os magos fizeram isso e o encontraram com a sua mãe, Mt 1: 11. Nossas irmãs, Maria Madalena, Joana e Maria foram surpreendidas quando os anjos lhes disseram: por que buscais entre os mortos quem está vivo?
Graças a Deus porque o Jesus a quem servimos é verdadeiro e está nos céus, à destra do Pai. Devemos buscá-lo de todo o nosso coração, Mt 7: 7, enquanto podemos encontrá-lo, Is 55: 6.
 
Natal é uma adoração
constante ao verdadeiro Jesus
Os magos, guiados pela estrela que tinham visto no Oriente, chegaram à casa de Maria, mãe de Jesus, encontraram o menino, e, prostrando-se, o adoraram. Um dos propósitos dessa longa viagem era adorar a Jesus:viemos a adorá-lo, v. 2.
A adoração verdadeira é um dos aspectos relevantes do Natal. Ou seja, não existe Natal sem o compromisso de adorar o menino (Rei) Jesus. Portanto, Natal sem adoração ao Deus Trino e Uno não é Natal. Nesse sentido, todos os dias podem ser Natal, pois todo o dia podemos adorá-lo em Espírito e em verdade, Jo 4: 24.
Porém, não é bem assim que acontece em nossos dias. O mundo comemora o nascimento de Jesus com bebedeiras, festas, etc. Este é o tipo de Natal sem sentido, sem valor, sem espiritualidade e sem aceitação divina, porque não alegra o coração de Deus.
O Natal cristão precisa ser uma constante adoração ao verdadeiro Jesus, que vive e reina para todo o sempre. É ir à igreja não por um hábito, ou por mero costume, ou para ver alguém, mas para adorá-lo com um coração preparado, Sl 108: 1.
Por isso, todo culto, quando o adorador se comporta diante de Deus com adoração verdadeira, pode-se dizer que é dia de Natal, pois Jesus está sendo reverenciado como o Deus-Filho.    
 
Natal é abrir o coração
e oferecer presentes a Jesus 
Os magos, depois de buscarem o menino Jesus, encontrando-o, adoraram-no. Então, abrindo seus tesouros, apresentaram-lhe presentes, tais como: ouro, incenso e mirra, v. 11. Vejamos o que isto pode simbolizar para o cristão:
a)  Ouro: metal precioso, amarelo e brilhante. Simboliza a realeza de Jesus, ou seja, sua dignidade de Rei. Ele nasceu como rei. Ele é o Rei da glória, Sl 24. Uns o conhecem como um simples homem que marcou a História. Nós o reconhecemos e adoramos como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
 
b)  Incenso: resina aromática que se queimava na antiga dispensação. Isto pode simbolizar o lado divino de Jesus. Nesse aspecto, os magos estavam reconhecendo Jesus como Filho de Deus. Quando o cristão aceita a divindade de Jesus, ele está abrindo seus tesouros e dando presentes a Jesus.
 
c)   Mirra: resina odorífera, medicinal, produzida pelo “balsamodendron”. Analisando o texto de forma abrangente, nesse caso, mirra poderá simbolizar sacrifício. Talvez seja o sacrifício que eles (os magos) empreenderam na longa jornada para ver a criança recém-nascida.
 
Um dos maiores presentes que podemos dar a Cristo é a nossa vida como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, Rm 12: 1. Portanto, abramos nossos tesouros, nossos corações e apresentemos ao Senhor Jesus nossas dádivas. Ele merece. É Natal! Ele nasceu em nossas vidas, aleluia!
........................
O autor                                                                                                                                                     Émerson Garcia Dutra
é pastor da IPRB desde 11/01/1986.

Detentor do prontuário número 427.
Titular da Secretaria Central da IPRB.
Artigo publicado no Jornal Aleluia de outubro de 2003.

Origem do Natal e o significado da comemoração



Conteúdo Suapesquisa.com 
O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.
 As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.
 Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio
Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.
Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.
Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.
O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel : origem e tradição
Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. 
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel  
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países
Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal"), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, "Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

SINTONIZANDO O LEITOR:

Ao longo da história do feriado, o natal tem sido objeto de controvérsia e críticas de uma ampla variedade de fontes distintas. A primeira controvérsia documentada em relação ao natal foi liderada por cristãos e começou durante o Interregno Inglês, quando a Inglaterra era governada por um Parlamento Puritano. Os puritanos (incluindo aqueles que fugiram para a América) procuraram remover os elementos pagãos restantes do natal. Durante este breve período, o Parlamento Inglês proibiu por completo a celebração do natal, considerando-o "um festival papista sem justificação bíblica" e uma época de comportamento perdulário e imoral.
As controvérsias e críticas continuam nos dias de hoje, onde alguns cristãos e não-cristãos têm afirmado que uma afronta ao natal (apelidada de "guerra contra o Natal" por alguns) está em curso. Nos Estados Unidos, tem havido uma tendência para substituir a saudaçãoFeliz Natal para Boas Festas. Grupos como a União Americana pelas Liberdades Civis iniciaram processos judiciais para impedir a exibição de imagens e outros materiais referentes ao natal em bens públicos, incluindo escolas. Esses grupos argumentam que o financiamento do governo para exibir imagens e tradições do natal viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe a criação, pelo Congresso, de uma religião nacional. Em 1984, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu no processoLynch vs Donnelly que uma exposição de Natal (que incluía um presépio) de propriedade e exibida pela cidade de Pawtucket, emRhode Island, não violava a Primeira Emenda. Em novembro de 2009, o tribunal federal de apelações na Filadélfia endossou uma proibição ao distrito escolar sobre o canto de canções de natal.
Na esfera privada também tem sido alegado que qualquer menção específica do termo "natal" ou dos seus aspectos religiosos está sendo cada vez mais censurada, evitada ou desestimulada por vários anunciantes e varejistas. Em resposta, a Associação da Família Americana e outros grupos organizados boicotaram varejistas.

SINTONIZANDO O LEITOR 2:
IMPACTO ECONÔMICO

O natal é normalmente o maior estímulo econômico anual para muitas nações ao redor do mundo. As vendas aumentam dramaticamente em quase todas as áreas de varejo e lojas introduzem novos produtos para as pessoas comprarem, como brindes, decoração e suprimentos. Nos Estados Unidos, a "temporada de compras de Natal" começa já em outubro. No Canadá, os comerciantes começam campanhas publicitárias, pouco antes do Dia das Bruxas (31 de outubro), e intensificam a sua comercialização em novembro. No Reino Unido e na Irlanda, a temporada de compras de Natal começa a partir de meados de novembro, no momento em que a comemoração de natal das ruas é montada. Nos Estados Unidos, foi calculado que um quarto de todos os gastos pessoais acontece durante a temporada de compras de Natal. Dados do United States Census Bureau revela que as despesas em lojas de departamento em todo o país subiu deUS$ 20,8 bilhões em novembro de 2004 para US$ 31,9 bilhões em dezembro de 2004, um aumento de 54%. Em outros setores, o aumento dos gastos pré-natal foi ainda maior, havendo um aumento de compras de 100% nas livrarias e 170% em lojas de jóias no período entre novembro e dezembro. No mesmo ano, o emprego em lojas de varejo americanas aumentou de 1.6 a 1.8 milhões nos dois meses que antecederam o Natal..Indústrias completamente dependentes do natal incluí os fabricantes de cartões de natal, os quais 1,9 bilhões são enviados nos Estados Unidos a cada ano, e árvores de natal vivas, das quais 20,8 milhões foram cortadas nos Estados Unidos em 2002No Reino Unido, em 2010, até £ 8 bilhões era esperado para serem gastos on-line no natal, aproximadamente um quarto do total das vendas de varejo..
Na maioria das nações ocidentais, o dia de Natal é o dia menos ativo do ano para os negócios e o comércio, quase todas as empresas de varejo, comerciais e institucionais estão fechadas, e quase todas as atividades industriais cessam (mais do que em qualquer outro dia do ano). Na Inglaterra e País de Gales, o Christmas Day (Trading) Act 2004 impede que todas as grandes lojas façam comércio no dia de natal. Estúdios de cinema realizam muitos filmes de alto orçamento durante a temporada de férias, incluindo filmes de natal, fantasia ou dramas com elevados valores de produção.
Uma análise de um economista calcula que, apesar do aumento de despesa global, o natal é um peso-morto na teoria microeconômica ortodoxa, devido ao efeito de dar presentes. Esta perda é calculada como a diferença entre o que o doador do presente gasta com o item e o que o receptor teria pago pelo item. Estima-se que em 2001, o natal resultou em um peso-morto de cerca de US$ 4 bilhões só nos Estados Unidos. Por causa de fatores complicadores, esta análise é por vezes utilizada para discutir possíveis falhas na teoria microeconômica atual. Outras perdas de peso-morto incluem os efeitos do natal sobre o meio-ambiente e o fato de que presentes materiais são muitas vezes percebidos como elefantes brancos, impondo custos para a manutenção e armazenamento e contribuindo para a desordem.

Fonte enciclopedia livre

Árvore de Natal causa tensão na fronteira entre as Coreias


Cristãos sul-coreanos acendem displays luminosos numa torre gigantesca, montada próxima à fronteira e que pode ser vista a quilômetros de distância no país vizinho. Moradores temem retaliação norte-coreana.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou ter dado permissão para que grupos cristãos pudessem acender, neste sábado (23/12), displays luminosos sobre uma gigantesca árvore de Natal montada numa área de controle militar, próximo à tensa fronteira com a Coreia do Norte. Eles ficarão acesos até o dia 2 de janeiro e podem aparentemente ser vistos a muitos quilômetros de distância por moradores do país vizinho, que sofrem com falhas no abastecimento de energia.
Sob o risco de uma dura resposta do governo em Pyongyang, a iluminação foi instalada dez dias depois de a Coreia do Norte ter afirmado colocar um satélite em órbita através de um foguete de longo alcance. A Coreia do Sul e os Estados Unidos afirmam que o lançamento seria um teste de míssil balístico capaz de transportar ogiva nuclear.

"Propaganda de guerra"
Pyongyang considera as luzes de Natal uma "propaganda de guerra", com o objetivo de espalhar o cristianismo na parte comunista da península. No ano passado, a árvore não foi acesa a pedido dos oficiais do governo sul-coreanos a cristãos para evitar provocações, especialmente após a morte do então líder Kim Jong-il, em dezembro passado.
Antes da morte de Kim Jong-il, Pyongyang já havia alertado Seul sobre "consequências inesperadas" caso os vizinhos insistissem em instalar iluminação de Natal no fim do ano passado.
De acordo com a agência de notícias Yonhap, moradores da região de fronteira agora temem uma retaliação dos norte-coreanos. "Todos os moradores deixaram o local por medo, enquanto essa torre iluminada ainda estiver por aqui", afirmaram por meio de um comunicado.

Teste de míssil
Ainda neste domingo, o Ministério sul-coreano da Defesa afirmou que o foguete recém-lançado pela Coreia do Norte foi um teste de míssil capaz de transportar meia tonelada de carga útil até a costa oeste dos Estados Unidos. Os norte-coreanos lançaram seu foguete de três estágios no último dia 12, insistindo que a missão tinha o objetivo puramente científico de colocar um satélite em órbita.
"Com base em nossas análises e simulações, o míssil era capaz de voar mais de 10 mil quilômetros, transportando uma ogiva entre 500 e 600 quilos", afirmou um representante do ministério sul-coreano.
MSB/afp/ap
Revisão: Carlos Albuquerque


http://www.dw.de/%C3%A1rvore-de-natal-causa-tens%C3%A3o-na-fronteira-entre-as-coreias/a-16476536

Filmes ajudam a viver o clima natalino



Do NE10
Além de músicas e comidas típicas, o período natalino também é fértil em filmes que usam o dia 25 de dezembro como ponto-chave de suas narrativas. Todos os anos as televisões reprisam histórias contadas em meio a muita neve, Papai Noel e presentes e os cinemas não deixam de apresentar novas aventuras passadas na noite de Natal. Mesmo com a repetição, o tema parece não se esgotar.

O filme mais recente desta lista é a animação em 3D A Origem dos Guardiões (DreamWorks Animation, 2012). O enredo traz um Papai Noel tatuado que se junta ao Coelho da Páscoa e à Fada dos Dentes para evitar que um espírito do mal transforme em pesadelo os sonhos de todas as crianças do mundo. O filme baseado na série de William Joyce ainda está em cartaz nos cinemas e tem sido elogiado por fazer os espectadores rirem independente da idade.



E é o riso, somado à neve e aos pinheiros, que ajudou a tornar Esqueceram de Mim (Twentieth Century Fox, 1990) um clássico do Natal brasileiro há muitos verões. Kevin, vivido por Macaulay Culkin, depois de se perceber sozinho em casa, tenta se proteger de dois ladrões e acaba quase destruindo a casa da família.

Ao longo do filme, a presença dos símbolos do natal americano são marcantes. O garoto passeia sozinho pela vizinhança cheia de luzes e neve e, como não poderia deixar de ser, traz no final a mensagem da importância da família. A história chegou a faturar 53 milhões de dólares ao redor do mundo.

Quatro anos depois do sucesso de Esqueceram de Mim, Tim Burton escreve O Estranho Mundo de Jack (Walt Disney Pictures). A animação mostra um Natal criado por criaturas assustadoras que vivem na Cidade do Halloween e resolvem sequestrar o Papai Noel sob o comando de Jack Skellington, o Rei das Abóboras.

O mundo bizarro de Tim Burton conseguiu faturar mais de 50 milhões de dólares, mostrando que não são só as histórias açucaradas de Natal que conseguem cativar o público. O filme, no entanto, não foge do padrão de trazer a mensagem do "espírito natalino" no final.



Um dos clássicos natalinos mais antigos é o De Ilusão Também se Vive (Twentieth Century Fox, 1947), que conta a história de um senhor que é contratado para trabalhar como Papai Noel em uma loja de departamentos. Com o tempo ele passa a afirmar que é o verdadeiro velhinho e acaba ajudando a filha da sua chefe a entender o espírito do Natal.

A história foi regravada em 1994, mas foi o filme original, em preto e branco, que conseguiu mostrar um Papai Noel simples a verdadeiramente cativante.

http://ne10.uol.com.br/canal/cultura/noticia/2012/12/22/filmes-ajudam-a-viver-o-clima-natalino-388743.php

Anatel suspende promoções de operadoras de celular até janeiro



Fábio Amato-Do G1,em Brasilia
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) só vai permitir que as operadoras de telefonia celular voltem a fazer promoções que gerem impacto em suas redes a partir de janeiro. A informação é do superintendente de Serviços Privados do órgão, Bruno Ramos, em entrevista concedida ao G1.
A decisão se deve ao aumento das reclamações de clientes nos últimos meses e ao temor de que a rede de telefonia das operadoras não suportasse o tráfego adicional de dados (internet móvel) e voz, provocando queda na qualidade do serviço.

saiba mais


Sob essa justificativa, em novembro a Anatel suspendeu uma promoção da TIM, chamada Infinity Day, que permitia aos usuários fazer ligações ilimitadas entre números da operadora pagando R$ 0,50 por dia - a tarifa regular da operadora é de R$ 0,25 por ligação. A TIM chegou a entrar na Justiça contra a decisão, mas teve o pedido recusado.
De acordo com Ramos, no final de novembro a agência também recusou um pedido da Claro para colocar no mercado uma promoção parecida com a da TIM. A Oi chegou a preparar oferta do tipo para clientes, mas recuou diante da possibilidade de uma intervenção do órgão regulador.
Tráfego aumenta no Natal
“Nessa época de Natal é quando temos o maior tráfego na rede de telefonia, por isso não seria o melhor momento para promoções que possam gerar impacto ainda maior. A partir de janeiro, por conta das férias, o tráfego tem uma queda e então essas promoções podem ser liberadas”, diz Ramos.
O superintendente lembra que as operadoras continuam sob monitoramento da Anatel, resultado do acordo que permitiu à TIM, à Claro e à Oi voltarem a habilitar seus chips. Em julho, as três ficaram proibidas de ligar novos clientes às suas redes por conta do aumento de reclamações e só foram liberadas depois de apresentarem planos de investimentos para solucionar os problemas.  
Na época, o critério adotado pelo órgão foi suspender a venda de chips da operadora com o pior índice de qualidade em cada estado. Para definir quais as empresas punidas e onde, foram considerados os números de reclamações na Anatel, de chamadas não completadas e de interrupções de ligações.

A TIM ficou proibida de ativar novas linhas em 18 estados e no Distrito Federal. Já a Oi foi punida em cinco. A suspensão para a Claro valeu em três estados. A Vivo não foi punida pela Anatel porque não registrou os piores índices em nenhum estado.

Procurada pelo G1, a TIM informou que vai cumprir os prazos definidos pela Anatel e que, a partir da liberação das promoções, vai estudar as suas ações estratégicas. A Vivo disse que lançou nesse fim de ano promoções obedecendo as normas da Anatel e não recebeu dela informação sobre proibição. Oi e Claro disseram que não comentarão a decisão da agência.

http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/anatel-suspende-promocoes-de-operadoras-de-celular-ate-janeiro.html

sábado, 22 de dezembro de 2012

Jesus, um mistério que vai além da história



>>Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
Tente se imaginar em Jerusalém, na sexta-feira antes do meio do primeiro mês lunar dos judeus no ano 33 da nossa era. O líder judeu de um movimento morrera crucificado, a mais degradante execução que poderia ser imposta pelo Império Romano, entidade política dominante na região. Dentre os poucos que se mantiveram seus seguidores até aquele momento de perseguição, alguns contavam com ele para restaurar a independência de Israel, tornar-se rei dos judeus e reformar o judaísmo, devolvendo-lhe seu caráter distinto das religiões pagãs de todos os outros povos. Os líderes desse pequeno grupo eram, naquele momento, 11 homens. Nenhum deles gozava qualquer tipo de poder nem entre seus próprios compatriotas judeus, muito menos no Império Romano.
Desse cenário de derrota, o cristianismo evoluiu para ser a maior religião do mundo em número de praticantes. É a principal religião da Europa, das Américas, da Oceania, tem fortíssima presença naÁfrica e existe em quase todos os países da Ásia. Para os adeptos do cristianismo, não é difícil explicar como isso se deu. Desde o início, Jesus foi visto pela Igreja nascente como a encarnação de Deus na Terra. Foi, pois, graças ao poder e à vontade de Deus que essa seita derrotada da obscura Palestina do século I tornou-se a maior força civilizatória que a humanidade conheceu. Para quem quer se ater às explicações que prescindam de qualquer dado sobrenatural, a tarefa é muito mais complicada.
Um livro publicado neste ano lança uma hipótese. Em And man created God (E o homem criou Deus), ainda não lançado no Brasil, Selina O’Grady, uma documentarista da TV britânica, analisa como o cristianismo beneficiou o Império Romano – e como o Império Romano beneficiou o cristianismo. No livro, O’Grady desenvolve a tese de que o cristianismo se tornou a primeira religião universal por ter servido de base ideológica para um império, até então o mais amplo de todos. Desse amálgama de interesses, o cristianismo, por ter durado mais tempo, foi o maior beneficiário. Mas seu auge também já passou e, segundo O’Grady, estamos hoje numa era pós-religiosa, em que o secularismo o substituiu como “solução política para os sérios problemas de um mundo cada vez mais multicultural”.
Em seu livro, que a revista britânica The Economist classificou como “guia do cristianismo para ateus”, O’Grady analisa como diversos impérios – em Roma, na Pérsia, na Índia e na China – usaram, mais ou menos no tempo de Jesus, religiões para se expandir e foram usados por elas. O que mais interessa a O’Grady é a situação do Império Romano na época de Augusto, o primeiro imperador. Por volta do ano zero de nossa época, Roma, sob o domínio de Augusto, deixava de ser uma potência que tinha na expansão pelo uso da força sua principal razão de ser. Para Augusto, diz O’Grady, o objetivo era dar estabilidade a todo o território conquistado, levando os integrantes de todos os povos dominados a “adquirir um sentido de ‘romanidade’”. “Como sempre”, escreve O’Grady, “na tentativa de criar um Estado estável, era necessário mais a persuasão do que a força. As pessoas tinham de querer pertencer à nova e mais ampla entidade do Império.”

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2012/12/jesus-um-misterio-que-vai-alem-da-historia.html