sexta-feira, 21 de março de 2014

Qualquer um pode se tornar um ditador?


Uma pesquisa mostrou que ditadores sádicos famosos, como Saddam Hussein e Joseph Stalin, tinham um perfil de personalidade marcado pelo narcisismo e paranóia. Mas o que os ditadores autoritários têm em comum? E esse perfil poderia ser um indicador de um novo déspota? Poderia qualquer pessoa se tornar um?
Não do dia para a noite, mas pesquisas psicológicas já provaram que o poder de fato tem um efeito sobre a psique. O exemplo mais famoso é doExperimento da Prisão de Stanford em 1971.
Nele, alunos foram divididos aleatoriamente para serem “presos” ou “guardas”, em uma prisão improvisada. Os guardas se tornaram tão abusivos e os prisioneiros tão passivos que o experimento foi encerrado menos de uma semana depois.
Tipos mais mundanos de poder também podem influenciar comportamentos. Um estudo de 2010 descobriu que as pessoas condicionadas a pensarem em si como bem sucedidas são piores em ler as emoções de outras pessoas do que as condicionadas a pensar em si como pobres.
Segundo os cientistas, a razão para isso pode ser que as pessoas sem muito poder têm mais necessidade de construir alianças com outros para sobreviver. Os mais bem sucedidos, por outro lado, podem fazer o que bem entenderem.
O poder pode cegar as pessoas do ambiente social. Elas passam a não ter uma compreensão clara da importância de condições sociais como a pobreza. O poder também torna as pessoas mais impulsivas e egoístas, e seu comportamento mais inadequado.
Além disso, pesquisas mostram que o poder pode isolar as pessoas. Um estudo de 2006 pediu aos participantes que desenhassem a letra “E” em sua testa. Primeiro, porém, os voluntários foram condicionados a pensar em si como mais ou menos poderosos. O grupo mais poderoso tinha três vezes mais chances de desenhar o “E” em sua testa de forma que seria lido ao contrário pelos outros. A implicação, segundo os pesquisadores, é que as pessoas poderosas se tornam mais auto-orientadas e se importam menos com as perspectivas dos outros.
Outra pesquisa de 2009 descobriu que as pessoas treinadas para pensar em si como poderosas eram mais propensas a acreditar que tinham controle sobre uma situação, mesmo que isso fosse uma atividade aleatória, como jogar dados.
Junte tudo e você tem a receita perfeita para a tirania: o gosto do poder, parar de observar ou ouvir os outros e, finalmente, começar a acreditar que você está no comando de eventos aleatórios.
Ainda assim, os estudiosos dizem que o poder não é de todo ruim – e nem de todo bom. A pesquisa sugere que o poder dá às pessoas a confiança nas crenças que elas já possuem, por exemplo.

Em 2007, um estudo pediu aos participantes para escreverem pensamentos positivos ou negativos e depois os levou a se sentirem mais poderosos. Aqueles que escreveram pensamentos positivos tornaram-se mais positivos, e os que tinham pensamentos obscuros tornaram-se mais negativos. A conclusão é que o poder amplia o que está na cabeça das pessoas; por isso, pessoas poderosas podem fazer mais bem ou fazer mais mal. E isso já é imprevisível. [LiveScience]

Missa irá alertar para a preservação do Rio Capibaribe, neste domingo (23)


Com o intuito de conscientizar a população para a preservação do meio ambiente, chega a sua oitava edição a Missa de Ação de Graças em prol do Rio Capibaribe, neste próximo domingo (23). A programação será aberta com uma cavalgada ecológica que colocará em apresentação as bandeiras do município, além das de Pernambuco e do Brasil, às 16 horas, no campo de futebol da comunidade de Muribara.
Em seguida, explorando como tema “Qual o benefício para o Rio Capibaribe no ano da Copa do Mundo”, haverá um debate em defesa do rio com representantes da Prefeitura de São Lourenço da Mata, da Paróquia do município e da ONG Recapibaribe, parceiras nessa iniciativa.
O ponto alto do encontro está marcado para às 17 horas, onde o pároco de São Lourenço Mártir, padre Hector Miguel Ruiz, iniciará a celebração da Missa às margens do Rio Capibaribe. A ocasião também é chave para o lançamento da Campanha da Fraternidade no município, que traz como tema “O rio geme em dores de parto”.
De acordo com o coordenador da Pastoral, Carlos Antônio de Freitas, o objetivo dessa missa é alertar sobre a revitalização do meio ambiente. “O Rio Capibaribe é o cartão postal da nossa cidade querida. Esse é um evento religioso, dentro da campanha da fraternidade, voltado ao tema de limpar o rio de tanta podridão. E se a população não contribuir, a escarcês de água será sentida por todos”, explicou.

Publicado em 21/03/2014 por Redação-SECOM/

http://www.slm.pe.gov.br/noticia.php?id=2605

SINTONIZANDO O ELEITOR:
Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água (22 de março), a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, em 2030, a população global vai necessitar de 35% a mais de alimento, 40% a mais de água e 50% a mais de energia. Neste ano, as celebrações giram em torno do tema Água e Energia e a relação arraigada entre esses dois elementos foi destaque na reunião da ONU, em Tóquio, para celebrar o dia.
Água e energia estão entre os desafios globais mais iminentes, segundo o secretário-geral da Organização Meteorológica Global e membro da ONU-Água, Michel Jarraud, em nota divulgada pela organização.
Atualmente, 768 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada, 2,5 bilhões não melhoraram suas condições sanitárias e 1,3 bilhão não têm acesso à eletricidade, de acordo com a ONU.
A situação é considerada inaceitável por Jarraud. Segundo ele, outro agravante é que as pessoas que não têm acesso à água tratada e a condições de saneamento são, na maioria das vezes, as mesmas que não têm acesso à energia elétrica.
O Relatório Global sobre Desenvolvimento e Água 2014, de autoria da ONU-Água, reforça a necessidade de políticas e marcos regulatórios que reconheçam e integrem abordagens sobre prioridades nas áreas de água e energia.
O documento destaca como assuntos relacionados à água impactam no campo da energia e vice-versa. Um dos exemplos citados lembra que a seca diminui a produção de energia, enquanto a falta de acesso à energia elétrica limita as possibilidades de irrigação.
Ainda de acordo com o relatório, 75% de todo o consumo industrial de água é direcionado para a produção de energia elétrica.
Energia e água estão no topo da agenda global de desenvolvimento, segundo o reitor da Universidade das Nações Unidas, David Malone, que este ano é o coordenador do Dia Mundial da Água em nome da ONU-Água, juntamente com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido).
O diretor-geral da Unido, Li Yong, destacou a importância da água e da energia para um desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável. “Há um forte clamor hoje para a integração da dimensão econômica e o papel desempenhado pela indústria das manufaturas em particular, na direção das prioridades de desenvolvimento pós?2015. A experiência mostra que intervenções ambientalmente saudáveis nas indústrias de transformação podem ser altamente efetivas e reduzir significativamente a degradação ambiental. Eu estou convencido que um desenvolvimento industrial inclusivo e sustentável será um elemento chave para uma integração bem sucedida das dimensões econômica, social e ambiental,” declarou Li, em nota da ONU.

O Dia Mundial da Água foi instituído em 1992. Desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, a data é referência para as discussões em busca de soluções para os conflitos existentes entre oferta e demanda de água ao redor do mundo.


Reportagem de Andreia Verdélio, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 21/03/2014

 [ O conteúdo do EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, ao EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]


A ignorancia política é a porta aberta da miseria,corrupção e morte da sociedade


A educação deve conectar-se à inteligência, visto que seu papel, no século XXI, deve ser o de produzir pessoas inteligentes e não indivíduos com muito conhecimento. Estatísticas nos dizem que em meses, nos dias de hoje, o conhecimento humano é duplicado. Deduz-se daí que nosso único guia de sobrevivência, neste mundo de avanço tão rápido é nossa inteligência, e assim precisamos maximizar suas potencialidades. Consideramos aqui o termo “inteligência” como a capacidade de raciocinar, tirar conclusões, analisar, sintetizar, criar coisas novas a partir das já conhecidas.

Na seguinte simulação: Quem você votaria para prefeito de São Lourenço da Mata em 2016?Participe e debata  com os amigos e familiares a respeito da enquete ou sera que ate mesmo neste espaço o fanatismo politico fará que o monopólio politico de amarelo e vermelho prevaleça ?São 20 nomes do mais variados setor da sociedade temos políticos que representam continuísmo, renovação e também pode afunda a cidade de vez e pessoas normais do povão que nunca participou de uma eleição,mais o cargo que exerce na vida,por se só capacitaria para exerce o cargo mais alto do poder executivo municipal. A ENQUETE esta no RODAPÉ do BLOG. Os nomes São:

1. Aurineia lima: umas das responsável pela vitoria do ex-vereador Thiago Dantas  e grande articuladora política.

2. Iris Moura: ex-vice- prefeita, criadora da Comenda Olga Benário e atual secretaria da mulher.

3. Fernando Dias: empresario de sucesso e possui trabalhos sociais na cidade.

4. Solange  Anjos: diretora e fundadora do jornal classiParque.

5. Nóbrega do sindicato rural

6. Professor Luciano BORGES DE santana

7. Professor Magno Dantas PT é ex-presidente do PCdoB e uns dos criadores do ex-movimento renova São Lourenço da Mata.

8. Fernada Labanca: nora do atual prefeito de SLM e esposa do deputado estadual Vinicius

9. Vinicius Labanca: é deputado estadual de mandato

10. Gino albanez: é atual vice-prefeito de São Lourenço da mata

11. Bruno Pereira: é advogado e neto do ex-prefeito josué Pereira e filho de Jairo Pereira

12. Jairo Pereira: ex-prefeito e rival político do prefeito Ettore Labaca

13. André Justino: presidente do Psol

14. Zeca da telpe: presidente do PHS e grande articulador político já foi candidato a deputado estadual,federal e vereador por São Lourenço da Mata.

15. Vereador Leonardo Barbosa: vereador de mandato que tem um forte apoio da comunidade evangélica
.
16. Andre melo: vereador de mandato e filho do lendário secretario de cultura Gerivaldo melo.

17. Beto do espam: ex- vereador e candidato a prefeito com a terceira melhor colocação na história de São Lourenço da Mata.

18. Katia Simone: ex-secretaria de educação do governo Jairo Pereira e esposa do vereador que mais voto teve na historia desta cidade e professor  Genildo machado.

19.Luciana Nafra: neta do ex-prefeito Mario Nafra e cidadã exemplar e atuante em defesa de seus direito.

20. rosinha Damata : comunicado da Radio comunitária Damata FM e ex-candidata a vereador.


O Analfabeto Político, de Bertolt Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Nada é impossível de Mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.

Privatizado, privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contente querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence.

sábado, 15 de março de 2014

Mulheres avançam no poder na América Latina, rumo à 'maturidade política'


Aos poucos as mulheres estão conquistam  o seu espaço na sociedade, o caminho aponta para a evolução  na igualdade dos sexos, será uma grande conquista contra o machismo. Subordinação feminina  vem dos tempos remotos, onde sua  função era unicamente a reprodução da espécie .A mulher, para esse povo, necessitava ser preservada de ir à caça e à guerra. Assim, foram surgindo as tarefas e funções relacionadas ao espaço que elas habitavam.

Valer salienta que ainda ar um  caminho árduo pela frente, por exemplo o caso da presidente Dilma Rousseff é atípico. Ela foi eleita  em cima da popularidade, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aprovada pela população, mas não foi escolhida pelo partido. Além disso o problema maior esta nas zonas afastada das capitais onde o coronelismo e o machismo são muito grande e a falta de conhecimento acompanhado da miséria do povo agrava ainda mais a participação da mulher na política.
Seguir uma matéria publicada em 15 de dezembro de 2013, na BBC mundo,por Raúl Fain Binda,que da panorama real do avanços das mulheres em especial na América latina.



O Chile elege uma nova presidente neste domingo - seja a socialista Michelle Bachelet ou Evelyn Matthei, de centro-direita -, que vai se somar a outras três governantes mulheres na América Latina: Dilma Rousseff, a argentina Cristina Kirchner e a costarriquenha Laura Chinchilla.
Será um feito inédito: quatro mulheres governando simultaneamente. Mas cabe a pergunta: será que a presença feminina representa maturidade política ou é uma brecha momentânea na tradicional hegemonia masculina - uma concessão tácita a uma mulher quando é conveniente?
Em uma época de grande descrédito de políticos tradicionais, em geral homens, as mulheres surgem como uma nova fonte de esperança. Para muitos partidos, elas representam renovação e ter maior poder de captação de votos, além de enfrentar menos resistência que o candidato típico.
Mas será que elas realmente trazem mudanças concretas?

Damas de ferro
Até relativamente pouco tempo, e em sociedades de tradição democrática, esperava-se apenas que as mulheres - que passavam a maior parte do tempo em casa - participassem de ações como eventos beneficentes ou debates.
Os políticos dominantes cediam a mulheres cuidadosamente selecionadas alguns postos de acordo com suas "virtudes femininas", mas sem poder real.
Se a mulher superasse esse obstáculo e alcançasse um cargo de responsabilidade pública, deveria passar, de maneira deliberada, uma imagem de energia intransigente e falta de escrúpulos para "compensar" as virtudes atribuídas a ela de solidariedade e compaixão - que um setor considerável do eleitorado (inclusive o feminino) considerava mostras de debilidade.


Argentina e brasileira fazem parte do seleto grupo de presidentes mulheres do continente

Líderes da estatura de Indira Gandhi (Índia), Golda Meir (Israel) e Margaret Thatcher, a "dama de ferro" britânica, costumavam destacar a necessidade de se mostrar mais energéticas do que às vezes consideravam prudente, para sufocar a desconfiança instintiva sobre elas. Esse traço acabou sendo incorporado definitivamente à sua imagem pessoal.
Essa necessidade começa a desaparecer, e se multiplicam os exemplos de mulheres que facilitam a ação política melhor do que seus colegas homens.
Já é evidente que a mulher superou a etapa de mero acesso ao processo público e tem credibilidade eleitoral e margem de ação política, requisitos essenciais para exercer o poder de fato.

Presidentes latino-americanas
Isabel Martínez de Perón: companheira de chapa de seu marido, Juan Domingo Perón, assumiu a Presidência argentina após a morte dele, em 1974. Foi derrocada por um golpe militar, em 1976.
Lidia Gueiler Tejada: presidente interina da Bolívia entre 1979-80. Fora presidente da Câmara dos Deputados. Acabou destituída por um golpe militar liderado por seu primo, o general Luis García Meza Tejada.
Ertha Pascal-Trouillot: presidente interina do Haiti entre 1990-91, na transição entre as Presidências de Herard Abraham e Jean-Bertrand Aristide.
Violeta Chamorro: presidente da Nicarágua entre 1990-97. Foi a primeira mulher eleita presidente pelo voto direto na América Latina.
Rosalía Arteaga Serrano: presidente interina do Equador durante três dias, em fevereiro de 1997. Chocou-se com Fabián Alarcón, presidente do Congresso, que a destituiu com o apoio do Exército até agosto de 1998.
Mireya Moscoso: presidente do Panamá entre 1999 e 2004. Herdeira política de seu primeiro marido, Arnulfo Arias, três vezes presidente do país, mas chegou ao poder graças a seu próprio esforço, mais de uma década depois de se tornar viúva.
Michelle Bachelet: presidente do Chile entre 2006-2010.
Cristina Kirchner: presidente da Argentina desde 2007; reeleita em 2011.
Laura Chinchilla: presidente da Costa Rica desde 2010.
Dilma Rousseff: presidente do Brasil desde 2011. 

'Adultas de Washington'
Um caso exemplar é o papel de 20 senadoras americanas (16 democratas e quatro republicanas) na superação da paralisação parcial do governo, uma grave crise de governabilidade que afetou os EUA em meados de outubro.
A revista Time escreveu que "as mulheres são as últimas pessoas adultas de Washington".
A senadora democrata Amy Klobuchar disse que "as mulheres são uma força incrivelmente positiva, porque nos gostamos mutuamente. Podemos trabalhar juntas e encontrar terreno comum".
Claro que mulheres e homens estão expostos a pressões e equívocos semelhantes, e não há provas de que tenham enfoques éticos distintos. Mas se a descrição de Klobuchar convencer o eleitorado, pode ter um efeito considerável.

Cálculo eleitoral

                                   Laura Chinchilla preside a Costa Rica desde 2010

O que cada vez mais homens reconhecem é que a presença feminina não é necessariamente uma concorrência indesejável, mas sim um recurso extra da máquina política: afinal, metade do eleitorado é formado por mulheres.
No cálculo eleitoral, chega um momento em que uma mulher oferece mais vantagens do que desvantagens: quando a porcentagem de homens predispostos contra elas não for alta o bastante para sufocar sua candidatura em outros setores sociais.
A candidata também pode ser mais convincente que seu par masculino em promessas de atenção à educação, à saúde e aos serviços sociais - temas de cada vez mais relevância em campanhas. Representa, dessa forma, a possibilidade de uma mudança real, em vez de mais do mesmo.
Tudo isso são impressões, às vezes meras sombras (políticos e políticas também mudam de acordo com as circunstâncias) e não há experiência acumulada o suficiente. Mas, na política eleitoral, as impressões têm grande peso.

Antecedentes
Nos últimos 40 anos, houve dez presidentes mulheres na América Latina. A primeira herdou o poder de seu companheiro; outras tiveram papel institucional em determinado momento e um terceiro grupo, como as que estão atualmente no poder, batalhou por seu próprio destino político.
Bachelet e Matthei fizeram carreiras políticas independentes, mas a lembrança de seus pais - ambos generais das Força Aérea, em polos políticos opostos - tem uma influência inegável.
Em países europeus, seja por hereditariedade (as rainhas britânica e dinamarquesa, por exemplo) ou ação política (Margaret Thatcher, a alemã Angela Merkel, as irlandesas Mary Robinson e Mary MacAleese), é mais comum a presença feminina nas chefias de governo ou de Estado, com maridos que passam quase despercebidos.
Mas, ainda que muitas partes do mundo tenham dado passos inegáveis pela integração das mulheres às instâncias de poder, ainda não se pode falar de uma maturidade definitiva - que chegará só quando não for mais notícia o fato de uma mulher candidata ou eleita.
A participação feminina também teria de crescer em outras instâncias. No Brasil, por exemplo, apenas 12% das parlamentares são mulheres, disse à BBC Brasil a ministra de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.
Mas a evolução se acelera, rumo à igualdade plena de gêneros.

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