sexta-feira, 7 de março de 2014

Desfile homenageou Abelardo da Hora




Centenas de pessoas tomaram a Rua Doutor Pedro Correia de Araújo na última terça-feira de Carnaval (4) para prestigiar mais um desfile de agremiações carnavalescas do município. A tradição se vez presente em cores e alegria para prestigiar, este ano, um ilustre filho da terra: o artista plástico Abelardo da Hora. Prestes a completar 90 anos de idade, o homenageado acompanhou do palanque montado ao lado do Clube Flamengo o desfile dos principais blocos, e ensaiou diversos passos de frevo, surpreendendo os convidados.
Com uma sobrinha na mão, acenava para os populares e para as troças de ursos, caboclos e blocos líricos que o cumprimentavam durante a evolução na avenida reservada para o carnaval. “Estou muito feliz por ser lembrado na minha terra e por estar aqui nesta festa tão bonita e rica de cultura”, resumiu o artista, agradecendo ao prefeito Ettore Labanca à homenagem prestada.
Das mãos do presidente do Poder Legislativo, o vereador José Leopoldo, Abelardo ainda recebeu o título de Cidadão Benemérito. A homenagem foi aprovada por unanimidade pela Casa e é concedida pelos relevantes serviços prestados ao município. “Abelardo nos orgulha e é digno de receber nossas honras por enaltecer o nome de São Lourenço da Mata. Essa atitude de iniciativa dos vereadores foi muito louvável”, disse o vice-prefeito Gino Albanez.
No palanque, também acompanhavam a festa a primeira-dama do município, Kelly Rangel; o vice-prefeito e sua esposa, Ingrid; o deputado estadual Vinicius Labanca; os secretários municipais de Cultura, Adalberto Epaminondas; de Comunicação Social, Renata Gondim; do Trabalho e Qualificação Profissional, Edízia Medeiros; e de Assistência Social, Neidinha Pereira; e os vereadores José Leopoldo, Irmão Manoel, Gilberto Monteiro, e Manga.
Já na avenida, a novidade ficou por conta do bloco “Cê Sabe Lá o que é Isso?”, composto por pessoas com necessidades especiais, que inovou na apresentação trabalhando a conscientização da causa, e que veio reforçar o trabalho do já conhecido bloco "Me Segura Se Não eu Caio", fundado em 2006. A alegria ficou ainda mais completa com a passagem dos tradicionais ursos, como o Bloco O Urso do Teu Pai, que fez a festa de crianças e adultos.
O público também contou com uma estrutura física diferenciada, com duas grandes arquibancadas, que proporcionou ainda mais conforto para os populares e organização ao evento. “A tradição foi mantida por mais um ano, e as famílias participaram de uma festa bonita, de muita cultura e paz”, avaliou o secretário Adalberto Epaminondas.

Publicado em 05/03/2014 por Redação-SECOM/

O 8 de março e o empoderamento das mulheres brasileiras, artigo de José Eustáquio Diniz Alves





[EcoDebate] O Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, tem servido para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, constituindo-se em uma oportunidade para avaliar as estratégias para o empoderamento feminino e para a redução das desigualdades de gênero.
As mulheres brasileiras conquistaram diversas vitórias parciais no século XX: obtiveram o direito de voto, em 1932, mas não conseguiram ultrapassar o teto de 10% de deputadas na Câmara Federal; conquistaram níveis crescentes de educação e conseguiram ultrapassar os homens em todos os níveis de ensino, mas ainda estão pouco representadas nas ciências exatas e na liderança dos grupos de pesquisa; aumentaram as taxas de participação no mercado de trabalho, mas ainda sofrem com a segregação ocupacional, a discriminação salarial e a dupla jornada de trabalho (no emprego e em casa); conquistaram diversas vitórias na legislação nacional, mas, na prática, ainda não vítimas de discriminações e preconceitos.
As mulheres eram 48,5% da população brasileira em 1900, chegaram a 50% em 1940 e atingiram 51% da população total em 2010. Em termos de esperança de vida elas vivem, em média, 7 anos a mais do que os homens. As mulheres vivem mais e são maioria da população e do eleitorado nacional.
Por tudo isto, cresce a presença feminina em todos os aspectos da vida brasileira. As conquistas femininas aconteceram de forma gradual e progressiva, de maneira quase silenciosa. Porém, ainda existe um teto de vidro impedindo que as mulheres atinjam os níveis elevados de empoderamento nos espaços de decisão, públicos e privados.
A equidade de gênero é, essencialmente, uma questão de direito humano. Mas não deixa de ser também uma questão de desenvolvimento econômico. Como disse Charles Fourier – há mais de 200 anos – não existe emancipação social sem a emancipação da mulher. A contribuição feminina para a economia é cada vez mais reconhecida, mesmo nos meios empresariais, como afirmou Klaus Schwab, fundador e Chefe-executivo do World Economic Fórum, de Davos, na Suíça, que fez a seguinte afirmação no prefácio do relatório Global Gender Gap Index (GGGI), de 2009, (p. V):
“Agora é mais importante do que nunca que os países e as empresas prestem a atenção a um dos fundamentais pilares do crescimento econômico de que dispõem: as habilidades e os talentos dos recursos humanos do sexo feminino”.
A quarta Conferência Mundial das Mulheres, ocorrida em Beijing, em 1995, foi um passo decisivo para o processo mundial de empoderamento da mulher em todas as esferas sociais, incluindo a participação nos processos de decisão no topo da hierarquia das instituições.

Está provado que em condições de igualdade de oportunidades, quando prevalecem critérios meritocráticos, as mulheres tendem a se sobressair. Foi assim quando se instituiu o vestibular e as mulheres entraram em massa nas universidades. Continua sendo assim nas provas do ENEN (Exame Nacional do Ensino Médio) onde o sexo feminino mostra melhor desempenho educacional. Também tem sido assim nos concursos públicos que possibilitaram que as mulheres conseguissem a maioria dos postos do funcionalismo público, nas três esferas de poder.
Todavia, a divisão sexual do trabalho coloca uma carga sobre os ombros femininos. Por conta das tarefas reprodutivas da vida social (cuidado da casa, das crianças, dos idosos, incapacitados, etc.) as mulheres não progridem verticalmente nas carreiras e, em geral, ficam fora das instâncias mais elevadas do poder. Para mudar esta realidade, a tática de curto prazo passa pela elaboração de “políticas de conciliação família-trabalho” e politicas afirmativas para romper com as barreiras que impedem o acesso feminino ao topo das estruturas de poder.
Em termos estratégicos, é necessário construir um caminho rumo a paridade na participação nos espaços de decisão politica do Executivo e Legislativo, nos tribunais superiores do Judiciário e nas esferas mais elevadas de influência das empresas privadas. Cresce a parcela da opinião pública que acredita em uma maior presença pública feminina. Pesquisa Ibope, que faz parte de um levantamento global de opinião pública realizado em 65 países pela rede WIN, mostrou que 41% dos brasileiros acreditam que o mundo seria um lugar melhor se as mulheres fossem maioria no mundo político.
A ideia básica do feminismo pode ser resumida em uma frase: “As mulheres devem sertão livres quantos homens e deve haver igualdade de oportunidade entre os sexos na família e na sociedade”. Portanto, faz parte da contemporalidade a luta pelos direitos iguais, contra a discriminação e a segregação entre os sexos e pela paridade e isonomia nos espaços de poder. Até agora as vitórias foram parciais. Uma sociedade sem desigualdades sociais de gênero é a meta final, a ser atingida no século XXI.
Referências:
ARAÚJO, CLARA, ALVES, J. E. D. Impactos de indicadores sociais e do sistema eleitoral sobre as chances das mulheres nas eleições e suas interações com as cotas. Dados (Rio de Janeiro) , v.50, p.535 – 578, 2007.
http://www.scielo.br/pdf/dados/v50n3/04.pdf
ALVES, JED. CAVENAGHI, S. As mulheres nas eleições de 2004 e as limitações da política de cotas. Anais ABCP, Campinas, v. 1, 2008
http://www.maismulheresnopoderbrasil.com.br/pdf/Legislativo/As_Mulheres_nas_Eleicoes_de_2004_e_as_Limitacoes_da_Politica_de_Cotas.pdf
ALVES, JED. CAVENAGHI, S. Desigualdades de gênero na política na ALC com ênfase no caso brasileiro. V Congresso da ALAP, Sesión regular: N. 39, Montevideo, 2012
http://www.alapop.org/2009/index.php?option=com_content&view=article&id=1149&Itemid=561
ALVES, JED. O avanço das mulheres nas eleições de 2012 e o deficit democrático de gênero, EcoDebate, Rio de Janeiro 17/10/2012
http://www.ecodebate.com.br/2012/10/17/o-avanco-das-mulheres-nas-eleicoes-de-2012-e-o-deficit-democratico-de-genero-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/
CAVENAGHI, SUZANA; ALVES, JED. Desigualdades de gênero na política na América Latina e as eleições presidenciais do Brasil em 2010. Revista Pensamento Plural, Pelotas, 11: 45 – 81, julho/dezembro 2012
http://pensamentoplural.ufpel.edu.br/edicoes/11/03.pdf
ALVES, JED; CAVENAGHI, S. Indicadores de Desigualdade de Gênero no Brasil. Mediações – Revista de Ciências Sociais, Londrina, p. 83-105, 2013
http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/mediacoes/article/view/16472
LINO, TB, ALVES, JED, SILVA, DBN. Mulheres nas Eleições para as Câmaras Municipais no Brasil em 2012, Revista Gênero na Amazônia, Belém, n. 4, julho/dezembro, 2013,  pp: 51-72  (ISSN: 2238-8184)
http://www.generonaamazonia.ufpa.br/edicoes/edicao-4/artigos/artigo-3-thais-eustaquio-denise.pdf
ALVES, JED. Desigualdade de gênero no Brasil e o GGGI do Fórum Econômico Mundial. EcoDebate, 23/11/2011
http://www.ecodebate.com.br/2011/11/23/desigualdade-de-genero-no-brasil-e-o-gggi-do-forum-economico-mundial-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

José Eustáquio Diniz Alves, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em População, Território e Estatísticas Públicas da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE; Apresenta seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves@yahoo.com.br
EcoDebate, 07/03/2014

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Carnaval de 2014 será em março


Brasília - Que folião nunca experimentou um clima de melancolia após o fim do carnaval? Os mais ansiosos já começam a lamentar o tempo que falta para que o feriado mais aguardado do calendário se repita outra vez.
A má notícia é que falta mais de um ano para que os confetes novamente coloram as ruas do país. A próxima terça-feira de carnaval acontecerá apenas em 4 de março de 2014. A data tem origem católica e é flutuante pois é calculada de acordo com a Páscoa, quando se celebra a ressurreição de Jesus Cristo.


Com base em relatos bíblicos e históricos, os católicos acreditam que a ressurreição de Jesus Cristo ocorreu em um dia de lua cheia, próximo ao equinócio da primavera no hemisfério norte (que corresponde ao equinócio de outono no hemisfério sul).
No ano 325, a Igreja Católica realizou o Concílio de Niceia e decidiu que a Páscoa seria celebrada sempre no domingo subsequente ao surgimento da primeira lua cheia após o equinócio da primavera. Com a adoção do calendário gregoriano, a data acontece entre os dias 22 de março e 25 de abril.
A terça-feira de carnaval, por sua vez, acontece 47 dias antes do domingo de Páscoa. Por isso, sempre será entre 4 de fevereiro e 9 de março. A data também tem origem religiosa: a expressão em latim carne vale significa "adeus carne". Na tradição católica, a terça-feira de carnaval é o último dia onde se permite o consumo de carne. Na quarta-feira de cinzas, tem início o jejum da quaresma.
Parte inferior do formulário
Nessa contagem, o período de quaresma não dura somente 40 dias, como é comum acreditar. São 40 dias entre a quarta-feira de cinzas e o domingo de Ramos, que dá início à Semana Santa. Mas para a Igreja Católica, o jejum da quaresma deve ser realizado até o fim do domingo de Páscoa, totalizando 47 dias.
Feriado
Embora o comércio tenha o hábito de fechar as portas do sábado que antecede a terça de carnaval até o meio-dia da quarta-feira de cinzas, não existe nenhuma lei federal que institui as datas como feriados nacionais.
Alguns municípios e estados possuem uma legislação própria para a questão. No Rio de Janeiro, a lei estadual 5243/2008 definiu a terça-feira de carnaval como feriado. Também existem capitais que transformaram a data em feriado municipal, como Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

Onde não existe lei sobre o tema, muitas empresas tradicionalmente fazem a opção de conceder folga aos empregados. A prática, porém, não é uma obrigação e precisa ser negociada. Em alguns casos, são realizados acordos individuais ou coletivos para compensação desses dias.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Sobre o socialismo


Se é um bom sistema político deveria ter várias Nações ou pelo menos um, que lhes sirvam de modelos ? Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, miséria e tirania.
O grande problema do socialismo é que miguem comungar com a mesma ideia e como é um sistema que abranger a todos consequentemente tem que ter apoio de todos, como isto não é possível a única maneira de sair do papel é na base da força, pois nada neste mundo tem maioria absoluta,tem que fazer o povo engolir a ideia...Outro fato que dificultava seu funcionamento é que ninguém gosta de parasita, pois segundo Karl Marx definiu o "socialismo" como uma fase de transição entre o capitalismo e o comunismo, ou seja vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro.
É tão bom na teoria pois na pratica nem eles mesmo querem! Seus militantes em sua maioria vivem no estilo capitalista: Possuem bens privadas como carros, casas, apartamentos algo que vai contra os princípios socialista pois não existe propriedade privada qualquer que seja. O correto seria moradias com cortiços, usa transportes públicos como ônibus e metrôs(vale salienta que existe em todo lugar na face da terra, por que não usam?) É o pior de tudo usam e enaltecer o símbolo máximo do capitalismo que é o consumismo. Possuem roupas e sapatos de marcas, compram computadores, notebook, celulares de ultimas gerações, tablete entre outro aparatos tecnológicos de ultima geração individualista e privados.Os avanços tecnológicos e científicos não estariam tão avançados como são hoje!
Todos que defender o socialismo são hipócrita usam a teoria de Karl Max para sobreviverem, pois é impossível do socialismo existir, a ideia de não ter expectativa de melhor de vida de acordo seu esforço , o homem seria acomodados pois receberia qualquer jeito o valor de seu dinheiro com esforço ou não. Os índios são os povo que mais chegou próximo de uma sociedade socialista. É isto querem que vivemos como índio?
O que vocês acham?


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Delegado indicia responsáveis pela morte de cinegrafista

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli
O delegado Maurício Luciano, titular da 17ª Delegacia de Polícia, responsável pelas investigações sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade, entregou hoje (14) o inquérito ao Ministério Público (MP). O delegado indiciou os jovens Fábio Raposo e Caio Silva de Souza por homicídio com dolo eventual.
 “O dolo eventual é quando a pessoa prevê um resultado, sabe que pode causar um determinado dano, mas ainda assim concorda em acontecer o dano. Prossegue, mesmo sabendo que pode ocorrer um dano. Eles sabiam que a deflagração daquele artefato, em um local com multidão, poderia causar um resultado letal, como acabou ocorrendo. E, mesmo assim, eles assumiram o risco de produzir. No dolo eventual não se tem intenção direta de matar, mas se assume o risco de produzir isso”, explicou o titular da 17ª DP.
O delegado comentou ainda o depoimento prestado ontem (13) por Caio de Souza, no presídio, sem a presença de um advogado. “Ele não foi pressionado. Pediu para falar. Talvez ele tenha querido falar longe do advogado”, sustentou.
Luciano entregou o inquérito, com 175 páginas, à promotora Vera Regina de Almeida, da 8ª Promotoria de Investigação Penal. O delegado chegou ao MP às 15h e deixou o prédio pouco antes das 17h.

A promotora que recebeu o inquérito tem prazo de cinco dias úteis para oferecer a denúncia à Justiça ou pedir novas diligências ao delegado.

Governo vai propor projeto para regulamentar manifestações e inibir violência


Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco
O governo vai encaminhar nos próximos dias ao Congresso Nacional um projeto para regulamentar manifestações populares. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o objetivo da medida é garantir a segurança dos manifestantes e dos jornalistas que cobrem os protestos e impedir atos “inaceitáveis” de vandalismo.

“A ideia é fazer uma uma lei equilibrada, sem excessos, afirmada no contexto da democracia brasileira, que não aceita atos ilícitos, que não tolera a violência, mas que garanta a liberdade das pessoas de se manifestar independentemente do conteúdo de suas manifestações”, afirmou o ministro.
José Eduardo Cardozo pediu aos secretários de Segurança Pública dos estados que contribuam com o texto do projeto de lei, que será encaminhado aos parlamentares em regime de urgência. “A maior parte dos secretários opinou pela necessidade de uma nova lei”, disse o ministro, após se reunir com eles. De acordo com Cardozo, aqueles que atuam no campo policial serão ouvidos nos próximos dias a fim de aprimorar o texto.
A elaboração de um documento unificado que defina a atuação das polícias militares em todo o Brasil também foi tema da 53ª Reunião do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, em Aracaju. Segundo o ministro, a proposta não vai desrespeitar a autonomia de cada corporação estadual. “O que propomos é uma orientação para atuação das nossas polícias, para que a sociedade saiba como atuam as polícias, os parâmetros e limites da sua atuação”, explicou. A sugestão é trabalhada em conjunto com os secretários estaduais.
Na última terça-feira (11), José Eduardo Cardozo disse que ainda não é possível concluir se amorte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade pode ser considerada crime contra a imprensa e a liberdade de expressão.
Para o ministro, definir o uso proporcional da força  vai permitir “saber quando há transgressão e quando não há, para que policiais não sejam acusados injustamente ou para que situações indevidas de atuação policial sejam coibidas e punidas na forma da lei”.
Na reunião também foi discutido o esquema policial que será implantado para garantir a segurança na Copa do Mundo deste ano. Cardozo informou que vai se reunir novamente com os secretários de Segurança Pública com o objetivo de ajustar o plano de segurança para o Mundial de Futebol. Há possibilidade de as Forças Armadas serem convocadas para trabalhar em algumas cidades-sede. “Garanto que esse plano de segurança está bem feito, mas queremos ouvir ainda mais os estados, para que possamos ajustar, fazer a sintonia final, nesta reta de chegada para esses grandes eventos”, disse ele.

Em entrevista coletiva após a reunião, o ministro da Justiça também comentou as denúncias de que manifestantes estão sendo cooptados por partidos políticos para participar dos protestos. “À medida em que denúncias de que pessoas, por alguma razão, teriam sido induzidas a atos de violência, isso será investigado pelas polícias competentes. Às polícias cabe investigar. Havendo ilícito, cabe ao Judiciário punir”, acrescentou.

BLACK BLOCS AMEAÇAM, NA INTERNET, EX-INTEGRANTES DO GRUPO

A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto por um rojão lançado por dois mascarados, o grupo Black Bloc entrou em crise; ex-integrantes passaram a expor detalhes das ações, o que tem gerado insatisfação dos que permanecem no grupo; "Pensam que não estamos de olho? Ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas", diz texto publicado na página do grupo do Rio

247 - Diante da imensa repercussão envolvendo as ações mais recentes do grupo, a página "Black Bloc RJ" fez, nesta sexta-feira (14) uma ameaça a integrantes do movimento a quem acusam de traição. "Ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas", diz a mensagem. "Se continuarem, medidas serão tomadas", diz outro trecho.
A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto por um rojão lançado por dois mascarados, jovens que se apresentam como "ex-black blocs" ou que se dizem decepcionados com o movimento passaram a expor detalhes do grupo. A mensagem também parece ser um recado para o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, 22 anos, preso e indiciado pela morte do repórter. 
Leia a íntegra da mensagem:
"Pensam que não estamos de olho????
NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM TEM O DIREITO DE EXPOR A IMAGEM DE QUALQUER PESSOA QUE ESTEJA NA LUTA FAZENDO ACUSAÇÕES SEM PROVAS.
Manifestantes que se diziam "Brabos" agora estão com medo e expondo a imagem de pessoas que não tem nada a ver. NÃO TEM OUTRO NOME PRA ISSO DO QUE COVARDIA E TRAIÇÃO.
SE CONTINUAREM, MEDIDAS SERÃO TOMADAS
Vamos expor todos os "falsos manifestantes"
Batem nas suas costas dizendo que são irmãos, mas na verdade estão ali pra te f¨%$ e expor sua vida quando percebem o perigo se aproximando. NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENFRENTAR E ENTÃO PONHE O DO OUTRO PRA TIRAR O SEU DA RETA.. COVARDES!
É isso que o governo quer (não sermos unidos e com isso diminuir as manifestações). Essa é a hora onde separamos claramente os verdadeiros dos traíras!

NÃO PASSARÃO
AGUARDEM"