Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio
Massalli
O
delegado Maurício Luciano, titular da 17ª Delegacia de Polícia, responsável
pelas investigações sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade, entregou
hoje (14) o inquérito ao Ministério Público (MP). O delegado indiciou os jovens
Fábio Raposo e Caio Silva de Souza por homicídio com dolo eventual.
“O dolo eventual é quando a pessoa prevê um
resultado, sabe que pode causar um determinado dano, mas ainda assim concorda
em acontecer o dano. Prossegue, mesmo sabendo que pode ocorrer um dano. Eles
sabiam que a deflagração daquele artefato, em um local com multidão, poderia
causar um resultado letal, como acabou ocorrendo. E, mesmo assim, eles
assumiram o risco de produzir. No dolo eventual não se tem intenção direta de
matar, mas se assume o risco de produzir isso”, explicou o titular da 17ª DP.
O
delegado comentou ainda o depoimento prestado ontem (13) por Caio de Souza, no
presídio, sem a presença de um advogado. “Ele não foi pressionado. Pediu para
falar. Talvez ele tenha querido falar longe do advogado”, sustentou.
Luciano
entregou o inquérito, com 175 páginas, à promotora Vera Regina de Almeida, da
8ª Promotoria de Investigação Penal. O delegado chegou ao MP às 15h e deixou o
prédio pouco antes das 17h.
A
promotora que recebeu o inquérito tem prazo de cinco dias úteis para oferecer a
denúncia à Justiça ou pedir novas diligências ao delegado.
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