sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

BLACK BLOCS AMEAÇAM, NA INTERNET, EX-INTEGRANTES DO GRUPO

A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto por um rojão lançado por dois mascarados, o grupo Black Bloc entrou em crise; ex-integrantes passaram a expor detalhes das ações, o que tem gerado insatisfação dos que permanecem no grupo; "Pensam que não estamos de olho? Ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas", diz texto publicado na página do grupo do Rio

247 - Diante da imensa repercussão envolvendo as ações mais recentes do grupo, a página "Black Bloc RJ" fez, nesta sexta-feira (14) uma ameaça a integrantes do movimento a quem acusam de traição. "Ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de expor a imagem de qualquer pessoa que esteja na luta fazendo acusações sem provas", diz a mensagem. "Se continuarem, medidas serão tomadas", diz outro trecho.
A partir da morte do cinegrafista Santiago Andrade, morto por um rojão lançado por dois mascarados, jovens que se apresentam como "ex-black blocs" ou que se dizem decepcionados com o movimento passaram a expor detalhes do grupo. A mensagem também parece ser um recado para o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, 22 anos, preso e indiciado pela morte do repórter. 
Leia a íntegra da mensagem:
"Pensam que não estamos de olho????
NINGUÉM, ABSOLUTAMENTE NINGUÉM TEM O DIREITO DE EXPOR A IMAGEM DE QUALQUER PESSOA QUE ESTEJA NA LUTA FAZENDO ACUSAÇÕES SEM PROVAS.
Manifestantes que se diziam "Brabos" agora estão com medo e expondo a imagem de pessoas que não tem nada a ver. NÃO TEM OUTRO NOME PRA ISSO DO QUE COVARDIA E TRAIÇÃO.
SE CONTINUAREM, MEDIDAS SERÃO TOMADAS
Vamos expor todos os "falsos manifestantes"
Batem nas suas costas dizendo que são irmãos, mas na verdade estão ali pra te f¨%$ e expor sua vida quando percebem o perigo se aproximando. NÃO TEM A CAPACIDADE DE ENFRENTAR E ENTÃO PONHE O DO OUTRO PRA TIRAR O SEU DA RETA.. COVARDES!
É isso que o governo quer (não sermos unidos e com isso diminuir as manifestações). Essa é a hora onde separamos claramente os verdadeiros dos traíras!

NÃO PASSARÃO
AGUARDEM"

SININHO É CHAVE DO QUEBRA-CABEÇA DOS BLACK BLOCS

Bem articulada, a ativista radical Elisa Quadros, mais conhecida como Sininho, já se tornou conhecida em todo o país; adepta da estratégia Black Blocs, ela foi citada por Caio Silva (acusado de matar o cinegrafista Santiago Andrade) como quem "manipula a forma como a manifestação vai acontecer"; em sua página no Facebook, numa postagem de 19 de janeiro, ela assume que foi a responsável por colocar "a questão do dinheiro" na pauta da reunião e afirma que políticos deram dinheiro sim; contra críticas, ela  avisa que não vão conseguir tirá-la das ruas; "Em relação aos políticos, que se fodam. Como vocês também, vou detonar as eleições esse ano", afirma

247 - O apelido faz referência à singela fadinha que acompanha o garoto que não quer se tornar adulto, o Peter Pan. Mas as semelhanças param por aí. A Sininho da vida real, a mais famosa Black Bloc do Brasil, é uma ativista radical que tem praticado nos últimos meses, no Rio, terrorismo social, travestido de protesto e manifestação violentas "contra tudo que está aí". Nem de longe, Elisa Quadros lembra a personagem infantil quase angelical do desenho da Walt Disney. Na verdade, ela é, segundo o depoimento do acusado de matar o cinegrafista Santiago Andrade, Caio Silva de Souza, quem "manipula a forma como a manifestação vai acontecer". E é também quem gerencia o dinheiro que custeia o movimento e que paga os manifestantes.
Em sua página no Facebook, numa postagem de 19 de janeiro, Sininho afirma que foi ela mesmo quem colocou "a questão do dinheiro". Logo depois ela diz que "eles deram dinheiro sim e não foi nenhum segredo". E quem são "eles"? A resposta vem dela no próprio texto: "políticos que doaram como civis". Reportagem publicada mais cedo pelo 247 mostra quem são os políticos envolvidos (leia aqui) - todos de partido de extrema-esquerda. 
Sobre a morte do cinegrafista Santiago Andrade, a Sininho gravou um vídeo tentando se justificar, sem demonstrar qualquer sentimento pelo ocorrido: "Também não vamos tirar a responsabilidade da Band, não só da Band, da Band, da Globo, da Record, dessas emissoras que mandam seus jornalistas pra uma manifestação, que sabe que vai ter bomba, que vai ter bomba da polícia. (...) E aí depois que acontece essa tragédia, a culpa é só dos manifestantes que estão na rua?"
No Facebook, Sininho mostra disposição quase infinita para o que ela chama de "revolução" e avisa que não vão conseguir tirá-la das ruas. "Não tô aqui para fazer bonito pra ninguém. Em relação aos políticos, que se fodam. Como vocês também, vou detonar as eleições esse ano", afirma.
Dentro da estratégia Black Bloc de tumultuar e tornar insustentáveis todas as iniciativas do poder público, seja o reajuste das tarifas de ônibus, seja a realização da Copa do Mundo no país, a ativista Elisa Quadros cumpre bem o seu papel. É toda de boa capacidade de retórica e domina bem as premissas do grupo. Ou seja, é a peça principal para inflamar potenciais manifestantes e "tocar o terror" nos protestos que se tornaram tão comuns no país. 
Nos próximos dias, Sininho deve entrar no foco da polícia. Segundo o delegado que investiga o caso, o aliciamento de manifestantes será próxima questão a ser tratada. Abaixo matéria da Agência Brasil sobre isto:
Aliciamento de manifestantes tem que ser apurado em separado, diz delegado
Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
O delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito que apura a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, disse que o fato de Caio Silva de Souza ter dito em depoimento, que há aliciamento de manifestantes, não interfere no relatório que vai entregar amanhã (14) ao Ministério Público. O delegado reafirmou que a possibilidade de manifestantes receberem dinheiro para fazer atos violentos nos protestos faz parte de uma outra investigação que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil do Rio.
“O fato dele eventualmente receber dinheiro para praticar atos ou não, não interfere em nada [no inquérito]. Esta investigação poderá ajudar em outras investigações. O que ele citou de partidos políticos, ou que alguém leva apetrechos explosivos para manifestações, que, eventualmente, ele possa até ter recebido algum tipo de remuneração para praticar atos de vandalismo, isso não interessa aqui para o inquérito. Repito, para o inquérito nada mudou. Tudo permanece como está, com ambos [Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, suspeitos de terem praticado o crime] indiciados por homicídio qualificado, por emprego de artefato explosivo e crime de explosão”, explicou.
Para o delegado, o possível envolvimento dos manifestantes com partidos políticos, conforme tinha denunciado o advogado dos suspeitos, Jonas Tadeu Nunes, não interfere na questão da morte do cinegrafista. “O que não posso, como presidente deste inquérito, é deixar que essas questões interfiram na investigação. Esta investigação não pode ser contaminada por qualquer outra informação. Não posso trazer ingrediente político para cá. Não posso discutir se essas manifestações são patrocinadas, se alguém banca, se alguém tem interesse em quebrar. Eu preciso apenas entregar ao Ministério Público uma investigação de homicídio”, disse.

O delegado explicou, no entanto, que o crime não está em aliciar ou pagar alguém para fazer manifestação, o que para ele pode ser discutido sobre o ponto de vista moral e eleitoral, caso parta mesmo de partidos políticos. O crime, para ele, é se isso acontecer no caso de os manifestantes serem pagos para praticar atos violentos. “O que é crime é pagar para incentivar a violência. Atos de hostilidade, de vandalismo. Isso que é crime, e pode configurar uma organização criminosa. Se tenho alguém que incentiva grupos a praticar um número indeterminado, de forma dividida, com divisão de tarefas ou algum comando, que não precisa ser sofisticado, existe a figura da organização criminosa”, analisou.

PATROCÍNIO DO PSOL AOS BLACK BLOCS AFUNDA FREIXO

Lista de financiadores dos arruaceiros mascarados mostra políticos do PSOL e até um delegado, além de um juiz; em depoimento, Caio Silva de Souza, disparador do rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade contou que tinha reuniões com deputado estadual do Rio de Janeiro; Marcelo Freixo é o mais destacado quadro político da legenda; Sininho, que aparece como influente Black Bloc, admitiu no Facebook que vândalos recebem pagamento; ela também pegou; pagamentos eram regulares e de até R$ 400 por quebra-quebra, o que explica episódios como invasão da Câmara Municipal, fechamento da Avenida Rio Branco e depredação de ônibus e pontos comerciais; apurações podem levar a cassação de registro; lista completa

247 – O PSOL está em apuros. Acumulam-se os indícios e testemunhos de que o partido era o grande gerenciador dos Black Blocs em seus ataques a edifícios públicos, depredação de pontos comerciais e fechamento de grandes vias de tráfego no Rio de Janeiro.
Principal líder da agremiação na cidade, onde obteve 20% dos votos na última eleição para prefeito, o deputado Marcelo Freixo foi citado pelo preso Caio Silva de Souza como espécie de mentor intelectual, com quem realiza conversas, ao lado de outros integrantes da gang, sobre a situação política.
Está em circulação uma lista com nome de doares para uma manifestação organizada pelo PSOL. Entre os que receberam quantias de até R$ 400 está a jovem conhecida como Sininho, considerada uma espécie de porta-voz dos black blocs.
Já se sabe que os jovens encarregados de promover o que é definido como "terrorismo social" eram recolhidos em pontos determinados por vans, levados até os locais das manifestações e remunerados com R$ 150 por participação. Um acampamento de semanas nas escadarias da ocupada Câmara Municipal rendeu aos participantes diárias de R$ 350, de acordo com comentários de funcionários da sede do poder legislativo municipal.
Atacar o Estado em todas as frentes está no DNA de partidos como o PSOL e o PSTU. Nascidos de costelas do lado esquerdo do PT, identificam-se com o pensador e ativista russo León Trotski, aquele da revolução permanente. No tropicalizado quadro político nacional, ajuntamentos que quase viraram partido político, como o Rede Sustentabilidade, disputam o mesmo campo, buscando posições de extrema esquerda para ganhar nitidez ideológica. Essas pregações ganharam cara efetiva numa espécie de tropa de elite desgarrada do pensamento radical, os black blocs.
No Rio de Janeiro, um traço de união entre os BBs e os comandantes do PSOL se efetivou, de acordo com todos os indícios e depoimentos realizados até aqui. A invasão e depredação da Câmara Municipal; as arruaças na avenida Rio Branco e seu bloqueio no horário do rush, durante protestos contra o sistema de transportes; a quebra de agências bancárias, e a imposição de fechamento ao comércio e penalizações aos trabalhadores foram vistos com condescendência pelos chefes políticos dos dois blocos.
Marcelo Freixo funcionou, ora em encontros de bastidores, ora pela ausência de uma resposta pública aos ataques, como um dos vértices desse esquema. Um dos funcionários de seu gabinete já admitiu ter ligações diretas com os arruaceiros., prestando assistência jurídica.

Logo após junho do ano passado, quando as primeiras labaredas de fogo tomaram as manifestações populares, os black blocs, que poucos ainda sabiam o significado do nome importado dos EUA, assumiram as primeiras páginas da mídia. Nas ruas, esperavam o momento anterior ao início das dispersões para promoverem o seu terror, despertando forte repressão policial sem, para muitos, perderem o charme da coragem e da ousadia.
Às primeiras ações de repressão corresponderam ao despertar da solidariedade de gente famosa. Numa mensagem de garoto propaganda, como se quisesse formar ao lado deles, o célebre Caetano Veloso vestiu a máscara preta. Como revolucionário de fotografia, há quem considere que ele até ficou bem. Sair na rua, não saiu, mas já dera seu pitaco, contribuindo para um debate ideológico -- e não apenas policial – sobre o grupo sem face.

O oportunismo fica latente no apoio e complacência com que o PSOL conviveu até aqui com os Black Blocs, sem uma crítica direta sobre a maneira de agir do grupo. Isso rende ao partido identificação com a extrema esquerda.
A partir de agora, porém, com a primeira morte provocada por um participante de manifestações e as revelações de pagamentos por depredações e lista de doares para esse fim, o PSOL corre o risco até mesmo de ter o seu registro de partido integrante da democracia brasileira cassado.

ALICIAMENTO EM PROTESTOS TERÁ INQUÉRITO SEPARADO

Delegado Maurício Luciano reafirmou que a possibilidade de manifestantes receberem dinheiro para fazer atos violentos nos protestos faz parte de uma outra investigação que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil do Rio; segundo ele, caso não interfere no relatório que será entregar ao Ministério Público sobre a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil
O delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito que apura a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, disse que o fato de Caio Silva de Souza ter dito em depoimento, que há aliciamento de manifestantes, não interfere no relatório que vai entregar hoje (14) ao Ministério Público. O delegado reafirmou que a possibilidade de manifestantes receberem dinheiro para fazer atos violentos nos protestos faz parte de uma outra investigação que vem sendo desenvolvida pela Polícia Civil do Rio.
“O fato dele eventualmente receber dinheiro para praticar atos ou não, não interfere em nada [no inquérito]. Esta investigação poderá ajudar em outras investigações. O que ele citou de partidos políticos, ou que alguém leva apetrechos explosivos para manifestações, que, eventualmente, ele possa até ter recebido algum tipo de remuneração para praticar atos de vandalismo, isso não interessa aqui para o inquérito. Repito, para o inquérito nada mudou. Tudo permanece como está, com ambos [Caio Silva de Souza e Fábio Raposo, suspeitos de terem praticado o crime] indiciados por homicídio qualificado, por emprego de artefato explosivo e crime de explosão”, explicou.
Para o delegado, o possível envolvimento dos manifestantes com partidos políticos, conforme tinha denunciado o advogado dos suspeitos, Jonas Tadeu Nunes, não interfere na questão da morte do cinegrafista. “O que não posso, como presidente deste inquérito, é deixar que essas questões interfiram na investigação. Esta investigação não pode ser contaminada por qualquer outra informação. Não posso trazer ingrediente político para cá. Não posso discutir se essas manifestações são patrocinadas, se alguém banca, se alguém tem interesse em quebrar. Eu preciso apenas entregar ao Ministério Público uma investigação de homicídio”, disse.

O delegado explicou, no entanto, que o crime não está em aliciar ou pagar alguém para fazer manifestação, o que para ele pode ser discutido sobre o ponto de vista moral e eleitoral, caso parta mesmo de partidos políticos. O crime, para ele, é se isso acontecer no caso de os manifestantes serem pagos para praticar atos violentos. “O que é crime é pagar para incentivar a violência. Atos de hostilidade, de vandalismo. Isso que é crime, e pode configurar uma organização criminosa. Se tenho alguém que incentiva grupos a praticar um número indeterminado, de forma dividida, com divisão de tarefas ou algum comando, que não precisa ser sofisticado, existe a figura da organização criminosa”, analisou.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Vereadores e delegado aparecem em lista de doadores dos Black Blocs

Gabriel Castro, de Brasília, e Pâmela Oliveira, do Rio

Foto:CONTADORA – Ativista Sininho na porta do 17ª DP, no Rio. Planilhas mostram que ela era uma das responsáveis pela contabilidade dos Black Blocs (Gabriel de Paiva/Agência O Globo)

Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz.

O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

A contabilidade da planilha a que o site de VEJA teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado "Mais amor, menos capital". A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes. A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook.

Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais.
Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia.
Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções a duas colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites. 
Quando as menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. "Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado", escreveu ela no Facebook. "Eles doaram como civis e não políticos."

Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de "Censura Negada". Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.
Respostas – A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar. Mas afirmou que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Porém, disse que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.
O delegado Zaccone confirmou ter doado 200 reais, mas disse que o dinheiro não era destinado aos Black Blocs. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse.
“Fiz  a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. No Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?", disse.

O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente "para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque".

A assessoria do vereador Renato Cinco informou que ele está fora do Rio de Janeiro, em viagem. Em nota, confirmou a doação feita, mas negou que os 300 reais tenham sido destinados a black blocs. "O objetivo era oferecer um jantar natalino a moradores de rua na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Tanto que a lista inclui água, gelo, pão, rabanada e toalha papel", afirma o comunicado. "O vereador e seu partido repudiam ações violentas", acrescenta.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O blog Liberta-te 2028 agora é liberta-te são lourenço da Mata


Liberdade, igualdade, justiça e fraternidade
São Lourenço da Mata/Manifesto 

Esse é o Povo que te protege?
Esse é o Povo que protege você?                                                                       E este é o ser humano fardado que invade sua casa e destrói tudo o quer vê.
Homens e mulheres constroem suas vidas com egoísmos, mentiras, hipocrisias...
Não deixando lugar para o humilde pastor.
Ele espanca seus amigos e destrói seu lar.
E agora você  percebe que não há mais jeito,
Que não existe solução.

Esse é o seu povo que te protege?
São Lourenço da Mata peço-lhe perdão,

Hoje são eles quem mandam e desmandam em nossa cidade
Com o nosso consentimento (voto).
O resultado disso é um misto de destruição, miséria e atraso.
É inadmissível que em pleno século XXI, este sistema ultrapassado e decadente continue a existir.
Que possamos nos inspirar nos exemplos de Lourenço de Huesca, Getúlio Vargas e do nosso Senhor Jesus Cristo.
Que em nossa cidade possamos nos encher da mesma determinação, coragem e força destes homens; para libertar a cidade, para que depois não venhamos a nos arrepender por não ter tentado.
Mas acredito que este mesmo povo que se omite, será o mesmo que lhe libertará das amarras da opressão.
Deus irá dar sabedoria, coragem e entendimento para acontecer.
Amanhã há de ser outro dia; eu pergunto a você onde vai se esconder da enorme euforia? Como vai proibir, quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando e a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento esse meu sofrimento,
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido, esse grito contido.
Você que inventou a tristeza, ora tenha a fineza de "reinventar"
Você vai pagar, e é dobrado.
Cada lágrima rolada nesse meu penar.
Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver, o jardim florescer

Qual você não queria.
Você vai se amargar vendo o dia raiar, sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir e esse dia há de vir antes do que você pensa.
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver, a manhã renascer e esbanjar poesia.
Como vai se explicar, vendo o céu clarear, de repente e Impunemente?
Como vai abafar, nosso coro a cantar na sua frente
Amanhã há de ser outro dia. Você vai se dar mal.

Uma pessoa sozinha pode não representar nada, mas se todos se juntam...
Uma pessoa sozinha forma um exercito de libertação, pode significar a mudança de um pais.
Só com uma sociedade unida, organizada e PARTICIPATIVA é que teremos uma possibilidade real de um mundo melhor e não através de governos fajutos. Ideias não são só carne e osso. Ideias são a prova de balas. E você o que PENSA?


Ricardo Mendonça Justino, Cidadão São Lourencense                  
texto:10 de Janeiro de 2012